A PIRATARIA NO SUDESTE ASIÁTICO

CEDIS Working Paper Política, Direito e Economia do Mar, n.º 3 abril 2018

Resumo e palavras chave

Autor: Albertina Cainara Lima Safeca

 

RESUMO
O aumento de trocas comerciais registados após a Segunda Guerra Mundial é tido como um dos fatores contribuintes para a proliferação da pirataria. O avanço tecnológico que resultou na introdução de navios automatizados que proporcionaram o acesso a rotas comerciais não usadas antes, influenciou a prática da pirataria em certas áreas como a do Sudeste Asiático. Na década de 80 viu-se o aumento da pirataria nesta área e em especial no Estreito de Malaca, que conecta os oceanos Indico ao Pacifico. Este permite que embarcações poupem 800 milhas náuticas adicionais na sua navegação, tornando-se assim num ponto estratégico do comércio marítimo. Este trabalho, pretende explorar as causas do elevado número de atos de pirataria registado na área do Sudoeste Asiático, fazendo particular menção das zonas mais afetadas como a Indonésia, Malásia e como já referido o Estreito de Malaca. Através da análise feita dos ataques em cada país/região, constata-se que cada um deles varia em graus de uso de forca, armas de fogo e sequestros e dependendo do tipo de embarcação e o conteúdo dentro da mesma, a seriedade varia. Por último, a exploração da evolução na implementação de mecanismos de combate à pirataria, permite a observação do progresso feito e tambem de áreas que necessitam mais atenção.

PALAVRAS-CHAVE
Trafego Marítimo; Pirataria Marítima; Sudeste Asiático; Indonésia; Malásia; Estreito de Malaca; Ataques a mão armada; Sequestros; Resgates; Óleo de Palma Bruto; Arquitetura de Segurança; Portos Seguros.

Abstract and keywords

Piracy in Southeast Asia

 

Author: Albertina Cainara Lima Safeca

 

ABSTRACT
On a planet with more than 70% of its surface covered by water, naturally a large part of its history will be built in this environment. The oceans and seas are sources of resources and wealth, means of affirmation and projection of power, ways of construction and economic globalization. They are also part of the same planet, and positive and negative phenomena do not exclude the net condition. Terrorism, cyberattacks and passenger ships, are realities that we do not want to put together. Ingenuously, we have pushed the worst scenarios into the world of fiction. But, respecting Murphy’s law, if it can happen, it will happen and at the worst time. It is important to quantify, analyze and perceive what is done and identify who is doing it. Then, with more information, is time to look ahead and realize that in a world of inevitability, education, awareness, information, equality, and prevention and deterrence are the best options. Everything else is after. Too late.
KEYWORDS
Maritime Traffic; Maritime Piracy; Southeast Asia; Indonesia; Malaysia; Strait of Malacca; Armed robbery; Kidnapping; Ransoms; Crude Palm Oil; Security Structure; Safe Harbours.

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